Comprar casa é um dos maiores projetos financeiros da vida. No entanto, antes de começar a visitar imóveis, é importante perceber se reúne as condições necessárias para conseguir a aprovação de um crédito habitação.
Ter rendimentos mensais não garante, por si só, a aprovação. O banco analisa vários fatores para perceber se o cliente conseguirá pagar o empréstimo ao longo dos anos sem comprometer o orçamento familiar.
Neste artigo explicamos os principais pontos avaliados pelas instituições financeiras e o que pode fazer para preparar melhor o seu pedido.
1. Ter rendimentos estáveis
Os rendimentos são um dos primeiros aspetos analisados pelo banco. A instituição precisa de confirmar que o agregado familiar tem capacidade para pagar a futura prestação e continuar a suportar as restantes despesas mensais.
Podem ser considerados rendimentos provenientes de trabalho por conta de outrem, atividade independente, pensões, rendas ou outras fontes regulares e comprováveis.
A estabilidade profissional também tem importância. Um contrato sem termo pode transmitir maior segurança, mas ter um contrato a prazo ou trabalhar por conta própria não significa que o crédito será recusado.
Nestes casos, o banco poderá solicitar mais informação para avaliar a regularidade dos rendimentos e a evolução da situação profissional. Por vezes, os bancos também exigem que apresente um Fiador para que a operação tenha viabilidade. Se for este caso tenha muita atenção a quem pede para ser seu fiador, pois é uma responsabilidade solidária que este assumirá ao longo de todo o empréstimo.
2. Apresentar uma taxa de esforço equilibrada
A taxa de esforço corresponde à percentagem do rendimento mensal líquido utilizada para pagar prestações de crédito.
Para a calcular, somam-se as prestações de todos os créditos do agregado familiar, incluindo a futura prestação da casa, e divide-se esse valor pelo rendimento líquido mensal.
Quanto mais elevada for a taxa de esforço, menor será a margem disponível para alimentação, transportes, saúde, educação, seguros e outras despesas.
Na generalidade dos casos, os bancos procuram que este valor não ultrapasse os limites recomendados. No entanto, ficar abaixo desses limites não garante automaticamente a aprovação, uma vez que cada processo é analisado individualmente.
Antes de avançar, pode utilizar a Calculadora de Taxa de Esforço da FinEasy para perceber qual poderá ser o impacto da nova prestação no seu orçamento.
3. Ter dinheiro para a entrada e para os custos da compra
Na maioria das situações, os bancos não financiam a totalidade do preço da casa. Isto significa que o comprador precisa de utilizar poupanças próprias para pagar a entrada inicial.
O financiamento é normalmente calculado com base no menor valor entre o preço de compra e a avaliação bancária do imóvel.
Por exemplo, imagine que pretende comprar uma casa por 250.000 euros, mas o banco a avalia em 240.000 euros. Se a instituição financiar 90% desse valor, o empréstimo será de 216.000 euros.
Neste caso, o comprador terá de suportar a diferença entre o montante financiado e o preço de compra.
Além da entrada, existem outras despesas que devem ser consideradas:
- IMT;
- Imposto do Selo;
- escritura e registos;
- avaliação bancária;
- comissões do processo;
- seguros associados ao crédito.
Pode utilizar a Calculadora de IMT e Imposto do Selo da FinEasy para obter uma estimativa dos principais impostos associados à compra.
Também é aconselhável não utilizar todas as poupanças na aquisição da casa. Manter um fundo de emergência pode ajudar a suportar despesas inesperadas, obras, mudanças ou a compra de mobiliário.
4. Ter um bom histórico de crédito
5. Escolher uma casa ajustada ao orçamento
Um dos erros mais comuns é começar a procurar casa sem saber previamente qual o montante que poderá ser financiado.
Fazer uma simulação antecipada ajuda a definir um intervalo de preços mais realista e a evitar comprometer-se com um imóvel cuja compra poderá não ser sustentável.
No Simulador de Crédito Habitação da FinEasy, pode obter uma estimativa da prestação mensal com base no valor do imóvel, no montante solicitado e no prazo pretendido.
A simulação não representa uma aprovação definitiva, mas permite perceber se a prestação está ajustada aos rendimentos do agregado.
É também importante ter atenção à avaliação bancária. Como o imóvel funciona como garantia do empréstimo, o banco solicita uma avaliação antes da aprovação final.
Se o valor da avaliação for inferior ao preço acordado, poderá ser necessário aumentar a entrada ou renegociar o valor da compra.
6. Comparar diferentes propostas
Nem todos os bancos apresentam as mesmas condições. O spread, a taxa de juro, os seguros, as comissões e os produtos associados podem variar de instituição para instituição.
Por isso, não deve comparar apenas o valor da prestação mensal.
Uma proposta com uma prestação inicial mais baixa pode ter custos superiores ao longo do contrato. Para fazer uma comparação mais completa, deve analisar indicadores como:
- o spread;
- a TAEG;
- o MTIC;
- o tipo de taxa;
- o prazo;
- os seguros exigidos;
- as comissões;
- os produtos necessários para manter as condições propostas.
A TAEG ajuda a comparar o custo anual das diferentes soluções, enquanto o MTIC mostra o montante total que será pago ao longo do contrato.
Comparar várias propostas permite perceber qual é a solução mais adequada ao seu orçamento e aos seus objetivos.
A FinEasy pode ajudar
Cada banco pode analisar o mesmo pedido de forma diferente. Por isso, comparar propostas e preparar corretamente o processo pode fazer toda a diferença.
Na FinEasy ajudamos a analisar a sua situação financeira, perceber quanto poderá pedir, preparar o pedido de crédito habitação e comparar soluções de diferentes instituições.
O acompanhamento é prestado sem custos nem compromisso para o cliente.
Encontre o espaço FinEasy mais perto de si e fale com um especialista para avaliar as suas possibilidades de financiamento.