Está a negociar uma casa e precisa de um bom financiamento? Ou tem um crédito habitação e não sabe qual a modalidade de taxa de juro que deve escolher? Neste artigo, vamos apresentar-lhe três opções de taxas de juro, as suas potencialidades e os riscos que deve acautelar.
Tudo começa no seu orçamento familiar
Qualquer decisão financeira passa por conhecer muito bem o seu orçamento familiar, nomeadamente o rendimento líquido e a sua composição (se é fixo ou se tem um grande peso de variáveis, como comissões e prémios) e as suas despesas mensais (também atentando ao fixo e ao inesperado). A relação entre as duas diz-lhe a margem que tem para poupar, para imprevistos e para segurança.
Foque-se na segurança
Começámos por abordar a margem de segurança no seu orçamento pois a escolha da modalidade de taxa de juro vai depender muito desta margem e a sua propensão para abraçar a incerteza. Em breve perceberá porquê, mas em poucas palavras, se não se pode dar ao luxo de ter flutuações na sua prestação mensal, deverá optar por uma taxa de juro fixa. É certo que o preço a pagar será maior, mas sugerimos que o considere como o custo de um seguro. Aconteça o que acontecer está protegido, e isso também tem muito valor.
Como funciona a taxa fixa?
A taxa fixa no crédito habitação é uma taxa que é definida no momento da contratação do crédito e que irá durar durante muitos anos, idealmente pela totalidade do crédito. Ao contratar uma taxa fixa sabe que irá manter a prestação ao longo de todo o contrato, o que lhe garante que não tem oscilações no seu orçamento familiar. Está a “comprar previsibilidade”. Claro que a tendência será para perceber ao longo dos anos se a sua decisão foi acertada financeiramente, o que não tem muito valor, na medida em que o fundamental é garantir a estabilidade financeira.
Como funciona a taxa variável?
Contrariamente à modalidade de taxa fixa, a taxa variável é uma taxa que se ajusta ao contexto de mercado. Como saberá, esta taxa é resultado da soma do valor de um indexante com um spread. Sendo o spread fixo (embora possa negociar com regularidade), o indexante varia com uma periodicidade determinada, trimestral, semestral ou anualmente.
A referida variação do indexante é uma forma do banco ajustar o seu custo ao contexto de mercado. Por norma, em momentos de crescimento económico ou de inflação, a taxa de juro sobe. Em momentos de crise ou de queda da inflação, a taxa de juro baixa, e com isso a sua prestação.
O fundamental a perceber é que a taxa variável implica na variação, por vezes violenta, da sua prestação mensal. Assim, precisa de ter uma margem de segurança para garantir que consegue pagar a sua prestação em alturas mais adversas.
Como escolher a melhor taxa?
A escolha da modalidade de taxa para o seu caso concreto deve depender do seu orçamento, da estabilidade dos seus rendimentos, da sua propensão a assumir riscos e da diferença entre as taxas de juro (que também é dinâmica ao longo dos anos).
A nossa sugestão passa por pedir uma proposta ao seu mediador de crédito para cada uma das modalidades, de modo a tomar decisões informadas e com dados concretos. A vantagem financeira de ambas as modalidades vai depender, também, do montante e do prazo do empréstimo, pelo que deve analisar casos concretos e não hipotéticos.
Dica: Faça esta análise com um mediador de crédito independente e nunca diretamente com um banco. Ao trabalhar com um mediador irá ter alguém que defende os seus interesses e explica as propostas de diferentes bancos. Acredite que as propostas variam muito entre bancos, pelo que ganha sempre em conhecer diferentes propostas.
Não haverá uma taxa melhor?
Uma última ideia passa por conhecer as propostas em taxa mista, mais uma modalidade que vem “complicar” a sua análise. No entanto, ter mais opções é melhor do que ter menos, certo? A taxa mista é uma taxa que fica fixa durante um período (entre 2 e 5 anos, normalmente) e passa depois a taxa variável. Esta taxa pode ser relevante pois os bancos têm estado a usar esta modalidade como forma de captação e fidelização de clientes, num mercado cada vez mais concorrencial.
Sugestão: preencha o simulador de crédito habitação e escolha um mediador FinEasy que ajudará a escolher a melhor modalidade para o seu caso específico.